Quanto vale o show do mundo?
Posted by Tati Cavalcanti on mai 12th, 2012 in textos | 0 comments
Eu estava no meio de um amontoado de papéis, tentando entregar um roteiro. Na verdade um guia de bairro. A minha parte obviamente era todo o conteúdo. No som do escritório uma dessas músicas docemente lindas, mas tristes para cacete da Marisa Monte. Eu gosto dela, mas definitivamente é devastador, me afunda de um jeito que só ela, Oswaldo e Vinícius conseguem.
Do outro lado do messenger me afagando e fazendo a...
O fim da carreira de Messi decretado por um jornalista irresponsável.
Posted by Tati Cavalcanti on abr 25th, 2012 in textos | 0 comments
Se tem uma mulher que ADORA de paixão a Revista Alfa, essa mulher sou eu. Compro todo mês e devoro quase num ato automático, só paro de ler quando acaba. E por vezes leio algumas matérias duas vezes.
Bons jornalistas, diagramação que me grada muito e assuntos que gosto. Até ontem achei a revista brilhante em seus propósitos jornalísticos. Mas a Alfa é uma empresa e como todas as outras, feita por gente boa no...
O caminho, o bicho papão e a vida.
Posted by Tati Cavalcanti on abr 20th, 2012 in textos | 1 comment
É o mesmo caminho dos últimos 10 anos, sem tirar nem por.
Esse que eu, sempre preparada para todas as porradas da vida, já conheço de olho fechado sem precisar tatear. Esse onde eu ando bem apesar das feridas abertas e expostas para o primeiro estrupício que passar, me ver frágil e poder cutucar lá no meio do sanguinho. Dói sempre e dói tanto que não dói nunca e nem mais.
O caminho onde por precaução jogo...
O texto sem título.
Posted by Tati Cavalcanti on abr 16th, 2012 in textos | 0 comments
Uma bola de pêlo entupindo a garganta e o intestino. Já tem uns dias que ando acompanhada de calafrios, insônias, um cansaço infinito de não saber ser mais leve. Uma crise de ansiedade mais identidade a cada 4 horas que é para não convulsionar.
Mais de dez dias se passaram e a vida enchendo o saco, cutucando as feridas, arranhando meu gogó, entupindo minhas saídas. E eu seguindo o fluxo da vida, mesmo sem saber...
Reflexo
Posted by Tati Cavalcanti on fev 29th, 2012 in textos | 0 comments
No reflexo do monitor do laptop um rosto meio cansado. Sou eu ali. O retrato dos dias de tensão junto com as noites de ansiedades e esperas e retomadas. Tanta coisa para tentar de novo que cansa na largada.
Dois traços bem fortes dos dois lados da boca. E no meio da testa outra marca que parece que franziu, mas não franziu não.
Parei o que estava fazendo, minimizei todas as janelas e me fixei no contorno. No...
Posted by Tati Cavalcanti on fev 1st, 2012 in textos | 1 comment
Sim, estou aqui, vivendo tudo direitinho, uma coisa por vez, como deve ser.
Mas tô vivendo de calça de moletom e blusinha de algodão com gola larga. Quero sufocar menos. O coque está preso por um elástico quase vagabundo. Quero disfarçar a revolta do cabelo. O humor é estável perto do de sempre, mesmo não sabendo exatamente o que isso significa.
Estou aqui, mas não sei por quanto tempo. Você sabe? Então, não é triste, é só não saber. Não tem problema nisso, tem não prever isso.
Tô aqui no meu quarto de verdade, comigo de verdade, na minha cama de verdade. Off-line para o mundo. Quer...
Posted by Tati Cavalcanti on jan 29th, 2012 in textos | 0 comments
Ontem, aquela noite fria e chuvosa enfeitada por três copos de vinho, um cobertor fofinho e dois dias de saudades. Pronto, quem precisa de mais que isso para ser feliz numa sexta-feira?
Porra. Desde aquela tarde já tinham se passado vários e intermináveis dias. Dias de medo solitário e silêncio desconcertante que combinavam perfeitamente com as cores da paulicéia.
Uma falta de eu te amo para mim mesma de enlouquecer qualquer auto estima. Aí, nessas horas, quem vem visitar? A auto piedade, essa merda de sentimento que não serve para nada.
Mas ontem não. Vestida com minha roupinha blasé que...
Posted by Tati Cavalcanti on jan 25th, 2012 in textos | 0 comments
Faltam três dias e eu já estou aqui pensando algum jeito original de rerererecontar a gente e rereafirmar a minha saudade imensa. Porque né, chorar não é original. Escrever também não porque você é igual a tantos textos dos últimos 15 anos que chamar isso de original é o mesmo que dizer que sou legal.
15 anos é coisa para cacete, eu sei, mas e daí que os dias passam? Amar é lembrar até bem depois e daí transformar na sensação gostosa que só chega mil toneladas de lágrimas mais tarde. Eu até hoje dou risada da nossa coleção de coisas juntos.
E daí que as viradas de noites...